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Caiçara que não gosta de peixe, geminiana de fato; já foi meio loira, meio morena, meio ruiva, meio rouxinol. Está nos seus dezesseis e poucos anos, quer ser correspondente internacional e ama de paixão yakissoba.

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Indico: Depois dos quinze
O mundo sob o meu olhar



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Modificações:Larissa Bés


curiosos

Deus para a felicidade do homem, inventou a fé e o amor. Aí veio o diabo com sua inveja e fez o homem confundir fé com religião e amor com casamento.



Enquanto meus braços não são capazes de te alcançar contento-me com a certeza de que estamos sob o mesmo céu, e com a chance de estares olhando para a mesma estrela que eu. Vou fingir que estou beijando seus lábios e esperar que meus sonhos se tornem realidade. Eu sou um aeroporto. Chegadas e partidas são a única certeza na minha vida.

26 maio, 2011
PENSAR MUITO NOS FAZ DESISTIR



Já ouviu aquele ditado: “Faça logo antes que você desista”? Pois é.
Eu sempre soube que você não era o cara certo pra mim, nem tão pouco o sonho de genro da minha mãe. Minha doce e protetora mãe mal sabia o que você era longe de seus olhos. No fundo eu queria acreditar que você não era esta pessoa que eu estava vendo, que tudo aquilo era crise de adolescente. Mas sinceramente, eu já estava farta o bastante para todas essas crises clichês.
Aquela praça, aquelas pessoas, aquelas coisas me deram um momentâneo choque de realidade. Era uma vidinha engraçada, mas no meu eu não desejava mais aquilo. No auge do calor e da situação eu havia tomado uma decisão exata, simples e libertadora. Eu iria por um ponto final em tudo aquilo. Sem pensar, sem pestanejar. Todas aquelas nossas conversas haviam sido em vão.
Não sei exatamente como aquilo surgiu dentro de mim, e nem tenho certeza se era por causa do álcool que circulava em minhas veias, que toda aquela intensidade veio de tal forma que eu sentia coragem o suficiente pra enfrentar qualquer coisa e decidir meu futuro. Conforme os minutos passavam, o coração desacelerava e minha mente começava a trabalhar, percebi que eu já não era mais aquela menina de alguns momentos antes, cheia de coragem e decisão. O efeito do álcool ia sumindo. Até que em pouco tempo, sumiu de vez.
Agora me encontro jogada no quarto, revivendo na memória tudo que acontecera naquela tarde, tentando achar uma resposta para meu problema. Tentando ao menos, recuperar a coragem de antes e me libertar de novo, embora eu saiba que a solidão está prestes a chegar. Talvez eu só precise de um pouco de paz, porre e um novo amor.

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24 maio, 2011
VIESTES NA HORA ERRADA, MEU CARO


Quando tudo estava indo bem, eis que surges tu.
Desejaria mil vezes que sua mãe tivesse engravidado de ti uns anos depois, que você não tivesse Orkut e nem tão pouco tivesse clicado no meu perfil.  Desejaria também que não fosse amigo de amigo meu. Porque tudo isso aconteceu, e o pior: você me conheceu. Chega de rima, vamos pra parte da história, em que você entra de vez na minha vida. Chegou trombando em mim, me fazendo pensar de outra forma, bagunçando a minha vida e a minha cabeça. Como um raio você partiu ao meio o que já estava começando a rachar. Muita borboleta pra pouco estômago, e ainda, pra ajudar, mais um cara no coração.
Talvez não seja nossa hora. Talvez essa seja uma prova de que pra ficarmos juntos precisamos dar tempo ao tempo. Não adianta cair na ilusão, o momento não é agora. No fundo, eu quero domingo de manhã, cama desarrumada, lençol, café na cama... Quero deitar sob seu peito, sentir seu calor e ouvir seu coração bater num leve ronronar de respiração calma e singela. Quero seu beijo. Agora me diz, Caio Fernando de Abreu se não és um paradoxo para nos deixar cada vez mais confusos? Como já dizias tu: Podia ser só amizade, paixão, carinho, admiração, respeito, ternura, tesão. Com tantos sentimentos arrumados cuidadosamente na prateleira de cima, tinha de ser justo amor, meu Deus?
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23 abril, 2011
TENTAR DE NOVO.






Quando você encontrar a metade da sua alma, vai entender porque todos os outros amores deixaram você partir.
As pessoas são insubstituíveis. Cargos iguais, sentimentos diferentes.
Viva, mude, cante, ria.
Apaixone-se todos os dias  e entregue-se ao amor.Tente de novo, não tenha medo; no final das contas, você sempre levará uma lição de casa. Eu já estou no caminho, e você?


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09 abril, 2011
DIZER SEM SABER



Você diz que ama a chuva, mas você abre seu guarda-chuva quando chove. 
Você diz que ama o sol, mas você procura um ponto de sombra quando o sol brilha.
 Você diz que ama o vento, mas você fecha as janelas quando o vento sopra.
É por isso que eu tenho medo. Você também diz que me ama.


Sábio William Shakespeare.
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07 fevereiro, 2011
ANTES DO CAFÉ MATINAL



Tudo tem seu tempo, certo? Hoje, li uma frase no subnick de uma amiga: ‘O amor é como uma borboleta, se você corre atrás, ela foge. Quando você se distrai, ela pousa em seu ombro.’
Se quer saber, eu não to nem aí pra essa borboleta. A minha fugiu faz algum tempo, e não quero que apareça uma assanhadinha pousando em mim. Mas se tudo tem seu tempo, como saber a hora exata de mergulhar num flerte novo? Depois de alguns amores a gente fica com receio, não sabe onde está pisando. Pode ter passado por quantas provas fossem possíveis, a gente sempre tem uma dúvida, sempre tem frio na barriga e sempre tem os olhos brilhando. Querido cérebro, me desculpe por pensar tanto nele. Querido travesseiro, desculpe por abusar de você algumas noites. Querido coração, me desculpe por todos os arranhões.Queridas amigas, me desculpem por falar tanto das minhas desilusões amorosas, mesmo que eu não queira me apaixonar. É inevitável, vocês sabem de tudo isso. É o BÊ-A-BÁ da vida. Com licença, vou tomar o meu café, porque hoje é um outro dia.
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28 janeiro, 2011
GARI ARTERIAL




Não subestime a profissão. Este, fará muito por mim. Chegue cedo, devagarinho, junte a sujeira, os cacos quebrados; jogue tudo na rua.
Venha me limpe, me deixe solta, me deixe arrumada.
Mas o que aconteceu aqui? – pergunta o gari.
Ah, uma daquelas brigas de bar. Começou por bobeira, com dois tontos, cegos, e acabou essa zona, cheio de gente machucada. – respondeu meu coração ao gari -. Agora, vamos. Já está anoitecendo e preciso ficar pronto para o próximo bêbado delinqüente que virá quebrar tudo. Não é pessimismo, nem que eu seja masoquista. Sei que amanhã você virá me ajudar, e numa noite dessas, pode aparecer um policial valentão pra por em ordem o boteco.
E, assim, o tal gari arterial faz; dia após dia.
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CARTA A QUEM SE AMA





Querido Alphonse,

Como está se sentindo hoje? Conte-me sobre o andamento do novo emprego. Tem ido à praia?
Durante dias me peguei pensando em como começaria esta carta. Queria começar de alguma forma, para que não ocorresse de, logo no primeiro parágrafo você desistir, amassar e jogar-la no lixo, junto com o resto de palavras que me restou aqui descritas. De qualquer forma, se lhe bater à porta enjoo, nostalgia e canseira, por favor, continue e termine. Mesmo que suas mãos cossem, não jogue este papel no lixo, pois espero ansiosamente para que, daqui a alguns anos, nós dois lermos esta carta, juntos, e rindo de mera idiotice que hoje escrevo.
Há tanta coisa que quero dizer, mas não tenho certeza por onde devo começar. Mas há também, muita coisa que não deve ser dita, seja porque já passou da hora, ou porque ainda mal chegou o momento, ou porque simplesmente deve ficar guardado para mim, aqui, bem quietinho sem que você se canse com minhas blasfêmias.
Devo começar dizendo que sinto sua falta? Ou que os dias que conversamos, nos quais eu até tentava chegar ao seu nível poético, foram um dos meus momentos mais felizes da vida? Posso até me ousar a falar que, sempre soube que um dia nos abraçaríamos. E ainda acredito. Poderia dizer todas essas coisas, e todas continuariam sendo verdade, mas, enquanto releio estas palavras, a única coisa que passa pela minha cabeça é como eu desejaria estar com você agora, segurando sua mão e olhando seu sorriso radiante, muito embora eu pouco o conheça por foto.
Não sei qual foi seu propósito ao me supor a carta, mas sei muito bem o meu. Você costumava escrever tão bem, tão diferente e tão forte. Talvez cavalheirismo seja seu sobrenome. Admiro isso em você, peça rara.
Se eu dissesse que todas as vezes que sumi, não me lembrei de você um minuto sequer, estaria mentindo, e você sabe disso. Eu não sumia porque queria, mas sim porque achava que você precisava de um ‘tempo’ de mim. Era tudo muito novo. Cidade, estudos, empregos, namorada. Nunca, de modo algum, quis te atrapalhar. E como hoje, não quero. Por isso, nunca te disse adeus, porque sabia que poderia encontrar-te novamente, e se eu pensasse ao contrário, iria doer. Então eu quase que me enganava. Não pensava na incerteza de você querer ou não falar comigo. Parte de mim teme que chegue um dia em que você desapareça. Por favor, não me imite, não fique transparente, não se esqueça de me mandar notícias.
Outra vez, ouvi dizer que amor é quando nós queremos que o outro esteja feliz e realizado. Pois bem, fico contente quando me conta que estás feliz, que vais casar, e que arrumou emprego novo. Fico realmente contente quando me mostra que está sorrindo; pois então, eu gosto de você, não?
Só eu sei quantas cartas escrevi e não enviei, com receio de pedir-lhe o endereço, e quantas frases ficaram engasgadas aqui. Não irei te atrapalhar, seja feliz. Só quero que saiba que és como um diamante para mim. Raro, bonito, brilhante e energético.
Onde quer que você esteja não importa com quem ou o que esteja fazendo, sempre olhe para os céus. Como dizíamos naquela época. Mesmo que por hora, não se lembre de mim, olhe. Involuntariamente, sem querer, mas olhe, e perceba o brilho das estrelas, e saiba que em algum lugar, tem alguém pensando em você. Seja esta do seu lado, ou a de quilômetros. Você é importante. Eu farei o mesmo, seja onde for, seja o que estiver acontecendo na minha vida, é exatamente isso que vou fazer. Se não podemos estar juntos, pelo menos podemos compartilhar isso, já que estamos debaixo do mesmo céu estrelado, da mesma galáxia e da mesma escuridão. Sem a escuridão, nunca veríamos o brilho das estrelas. Não ligo se tiver que te esperar por noventa anos. Se você voltar, vou casar com você.
                      Com amor, Antonella.
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14 dezembro, 2010
PROCURA-SE MANUAL.




Quando adquirimos um namorado, devíamos ganhar um manual de como utilizar o produto. De quebra, seria bom ganhar também um kit de primeiros socorros, assim quando a tristeza machucasse nossos corações, seria fácil e rápido de resolver. Não seria, ainda, pedir muito, um ramal para perda ou roubos, pois assim, contataríamos a empresa fornecedora e logo tudo estaria resolvido.
Pena que eu cresci e vi tudo de outro ângulo. Hoje, me roubaram e dói quando nos apegamos a algo que se vai de repente. Alguém aí tem um manual? Se aceita caseiro mesmo.
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13 dezembro, 2010
DA JANELA DO MEU QUARTO


Da janela do meu quarto,
Eu posso sentir a leve brisa bater,
Posso sentir o cheiro das flores lá embaixo,
E posso ouvir o latido do cachorro.

Dizem que da janela do meu quarto,
Vê-se o horizonte, o mar, a praia,
Ah! Dizem haver imensa beleza
Em todas essas coisas.

Dizem que da janela do meu quarto,
Podem-se ver crianças brincando na calçada,
Responda-me então porque só ouço gritos
E carros alucinados, correndo pela avenida?
Dizem que da janela do meu quarto,
Vêem-se casais apaixonados.
Mas eu não consigo sentir o amor pairando no ar.

Dizem ver coisas da janela do meu quarto,
Que às vezes duvido.
Sinto que estão mentindo, me iludindo,
Pois não vejo nada disso, apenas ouço.

Eu nasci assim.
Sem saber a cor do mundo,
Em pleno escuro.
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30 novembro, 2010
ALMA GÊMEA.


  
O dia todo foi inútil sem a tua presença. Você não estava na pracinha, nem no shopping. Não te vi na rua, nem senti teu cheiro da boate. Não estava no Orkut, muito menos no MSN. E assim, mais um dia eu passei sem você. Foi complicado, fiquei pensando em você o dia todo, e essa solidão me consumindo mais uma vez. Acho que ela me persegue, não é possível.
Faltam poucas horas para acabar mais uma terça-feira, as esperanças estão na reserva, logo acabarão as aulas e mais uma vez sem nenhum sinal de você.
Ninguém me disse teu nome, nem a cor dos teus olhos, tão poucos deram ao menos uma foto para que eu colocasse cópias espalhadas pelos postes e pontos de ônibus escrito: DESAPARECIDO.
Tudo o que me deram, foram vinte de poucas letras para que eu formasse um nome e alguns exemplos para que eu te imaginasse. Tudo depende de mim, está em minhas mãos, mas afinal, quem sou eu? Porque nós temos que imaginar como ele é, sem ter a mínima noção de como fazer isso? Eu tenho esperança, dezesseis anos de esperança, e se Deus quiser mais 80 de expectativa. Mas e no sábado a noite, quem será você? E se até lá, eu não tiver encontrado outro idiota para colocar sob ele a tua máscara e fingir que ele é você? Talvez, eu morra, mas se morrer só deixo ao mundo, um pedido: conhecê-lo. E ver enfim, quem é a minha alma gêmea. O garoto que me fez passar noites a fio, em claro, na esperança de encontrá-lo em meio à multidão. A minha alma gêmea. Você. sz
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