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Caiçara que não gosta de peixe, geminiana de fato; já foi meio loira, meio morena, meio ruiva, meio rouxinol. Está nos seus dezesseis e poucos anos, quer ser correspondente internacional e ama de paixão yakissoba. Bituwin -
template Deus para a felicidade do homem, inventou a fé e o amor. Aí veio o diabo com sua inveja e fez o homem confundir fé com religião e amor com casamento. Enquanto meus braços não são capazes de te alcançar contento-me com a certeza de que estamos sob o mesmo céu, e com a chance de estares olhando para a mesma estrela que eu. Vou fingir que estou beijando seus lábios e esperar que meus sonhos se tornem realidade. Eu sou um aeroporto. Chegadas e partidas são a única certeza na minha vida.
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30 novembro, 2010
ALMA GÊMEA.
O dia todo foi inútil sem a tua presença. Você não estava na pracinha, nem no shopping. Não te vi na rua, nem senti teu cheiro da boate. Não estava no Orkut, muito menos no MSN. E assim, mais um dia eu passei sem você. Foi complicado, fiquei pensando em você o dia todo, e essa solidão me consumindo mais uma vez. Acho que ela me persegue, não é possível. Faltam poucas horas para acabar mais uma terça-feira, as esperanças estão na reserva, logo acabarão as aulas e mais uma vez sem nenhum sinal de você. Ninguém me disse teu nome, nem a cor dos teus olhos, tão poucos deram ao menos uma foto para que eu colocasse cópias espalhadas pelos postes e pontos de ônibus escrito: DESAPARECIDO. Tudo o que me deram, foram vinte de poucas letras para que eu formasse um nome e alguns exemplos para que eu te imaginasse. Tudo depende de mim, está em minhas mãos, mas afinal, quem sou eu? Porque nós temos que imaginar como ele é, sem ter a mínima noção de como fazer isso? Eu tenho esperança, dezesseis anos de esperança, e se Deus quiser mais 80 de expectativa. Mas e no sábado a noite, quem será você? E se até lá, eu não tiver encontrado outro idiota para colocar sob ele a tua máscara e fingir que ele é você? Talvez, eu morra, mas se morrer só deixo ao mundo, um pedido: conhecê-lo. E ver enfim, quem é a minha alma gêmea. O garoto que me fez passar noites a fio, em claro, na esperança de encontrá-lo em meio à multidão. A minha alma gêmea. Você. sz
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29 novembro, 2010
QUERIDA MAMÃE,
...as vezes, isso me machuca. Você nunca está contente com nada, reclama da cidade, das pessoas, da casa, de mim. Não precisa gritar, eu não sou surda, muito menos os vizinhos. Eles não precisam saber o que você acha de mim. Hora diz “parabéns filha, você é muito inteligente”, outrora diz “sua burra, burra, burra”. Acho que a repetição do adjetivo não me torna mais, ou menos burra, só te “alivia”. De onde estou agora, ao lado da janela, vejo uma árvore grande e bonita. Está distante, mas posso chegar lá. Há também, um muro e casas, que me impedem de vê-la por inteiro. Mas esta é a subida, eu vou continuar, estarei no topo, não irei desistir. Sei que deixei muito a desejar no ano anterior. Pisei na bola. Só quero que tente esquecer, jogue a sujeira na rua, porque acredite: eu mudei. Mãezinha, entenda: quem revisa o passado, envenena o presente. Por favor, não envenene o nosso.
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27 novembro, 2010
DEMAIS PRA ELE
Já parou para perceber que quando estamos apaixonadas, nos arrumamos mais, nos maquiamos mais, nos valorizamos mais? Ai, quando tudo desaba, você desaba junto, por uns dias, até se recompor. Seja no flerte, na paquerinha, no namoro, no casamento. Quando estamos felizes e realizadas, saímos do banho, passamos um creminho nas pernas, nos tratamos com freqüência, comemos coisas saudáveis. Para algumas garotas, isso não passa de rotina, para outras, é agrado. A gente vai crescendo, e vai aprendendo a se cuidar sozinha, e depois que surge um cara, tudo o que fazemos é para que ELE nos note. Seja o cabelo, ou apenas a unha pintada. Nós queremos ser notada. Apenas. Todos os dias, eu acordava querendo ser melhor. Mais bonita, mais sorridente, mais amiga, mais mulher. No começo, ele valorizava a mulher que tinha. Depois, nós nos acostumamos, nos acomodamos, e não se tinha mais o brilho de antes. Um dia, eu cansei. Acordei bonita demais, sorridente demais, amiga demais, mulher demais. Mulher demais pra ele. Ele quem mesmo?
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26 novembro, 2010
SERÁ QUE ALGUNS QUILÔMETROS VÃO IMPORTAR?
Desde que me conheço por gente, sempre fui comunicativa. Bem sem vergonha. Andava pela rua gritando, sorrindo, mexendo com as pessoas, sempre com o lado positivo. Lê-se exagerada. E desde que me classifiquei ‘comunicativa’ & ‘amiga’, eu procurei nas outras pessoas alguém que no fundo, eu pudesse confiar. Era um erro grande contar um segredo para alguém que eu achava que era realmente amiga, e no fim da semana a escola inteira me zoava. Eu mal sabia que isso se chamava bullying. Mas isso é outros quinhentos. Todas as minhas tardes, eu ficava em casa, sozinha, enquanto minha mãe trabalhava o dia todo. Resultado? Sessão da tarde, todos os dias. Aprendi a fazer pipoca, bem nessa época. Lagoa Azul? Filme top do tempo. Nesses filmes americanos, repara-se que existem sempre duas ou três garotas, que são amigas desde pequenas, e que confidenciam entre si segredos, perigos, e coisas do gênero. Sempre sonhei com o garoto lindo do filme, com a amiga perfeita do filme e a vida maravilhosa do filme. Eu acreditava, que quando chegasse aos 15 anos, tudo mudaria. O que aconteceu? Continuou na mesma. Até que chegou em um certo ponto, que eu me fechei. Não contava meus segredos, não confiava, não chorava na frente das pessoas. Aí, eu conheci a internet, e foi onde, eu aprendi a colocar máscaras e sorrir quando eu deveria chorar. Achei que nunca encontraria alguém em que eu pudesse REALMENTE confiar. Uma amiga, que você pode chamar de amiga, valorizando o substantivo. Até que, sem esperar, conheci uma garota, do mesmo nome que eu, e que mudou minha vida. Ela morava a 400 km de mim. Isso impede? Barra, mas não impede. Orkut, MSN, sonhos, promessas, risos, cartas. Tudo isso, se passou nos próximos quatro anos. Até que eu recebi a notícia de meu pai: Vou para São Paulo semana que vem, quer me acompanhar? De imediato, respondi que sim, sem me importar em viajar de madrugada, andar nas ruas as quatro da manhã, e esperar até o almoço. Em cima da hora, liguei pra ela e fui. A cada minuto, meu coração batia mais forte, e eu sentia cosquinha no estômago. Finalmente, eu iria abraçá-la. Aquela, que sabia mais de mim do que eu mesma. Aquela que agüentou eu chorando nas palavras, que guardou minhas cartas, que me presenteou no aniversário. Aquela que eu liguei sem avisar, e ela gritou no telefone. No momento esperado, a praça de alimentação estava lotada. LÊ-SE LOTADA. E isso não fazia a menor diferença. Como nos filmes que eu via aos 10 anos, nós corremos e nos abraçamos. Eu chorei, sorri, gritei. E lá estava ela. Baixinha, com o cabelo lindo, sorrindo pra mim. A minha melhor amiga. O que Deus uniu, a distância não separa. Obrigada Larissa Guimarães. (L)
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CORAÇÃO ABANDONADO
A porta está aberta Se quiser pode entrar Está meio bagunçado Mas, eu prometo, é um bom lugar Está cheio de poeira E aqui, reina a solidão A tristeza é amiga Deste pobre coração Muitos até tentaram Morar neste pobre lugar Porém é impossível Quando só se pensa em alugar Ele precisa de alguém Que o conquiste devagarzinho... Que limpe cada pedaçinho... E se aproprie do lugar Se estiver interessado Em um coração abandonado Venha logo, não demore Ele está desesperado A procura de alguém Que dele, possa cuidar Talvez seja você Que o possa conquistar Quem escreve: Marcos de Sousa, 18 anos, Rio de Janeiro. Blog: O mundo sob o meu olhar
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É ESTRANHO QUANDO
É estranho quando você sorri É como se o mundo parasse E tudo dependesse de você... É estranho quando você me abraça Tudo perde o valor E só aquele momento importa É estranho quando você parte Meu coração despedaça E nada mais faz sentido Porque você tem de partir? Por favor, volte Preciso do seu olhar para sorrir Venha e abrace novamente Faça o mundo parar Torne o brilho do sol Um nada perto do seu sorriso Ou simplesmente me olhe, Mas por favor, volte! Quem escreve: Marcos de Sousa, 18 anos, Rio de Janeiro. Blog: O mundo sob o meu olhar
21 novembro, 2010
ACABOU.
No começo, eu achava mesmo que o amor era cego, surdo e mudo. Achava também, que era só saber driblar os obstáculos e tudo estaria bem de novo. Mas depois de certo tempo, eu aprendi que ele dói. Dói muito. Eu não queria aceitar, nem acreditar, mas a chama daquele fogo intenso do início do namoro foi se apagando à medida que os quilômetros aumentavam. Nós nunca tivemos uma música que me fizesse realmente lembrar de você, mas pior do que isso, você estava em todos os cantos da minha vida. Desde à velha casa, até agora, na nova casa. Cada passo dado aqui dentro, me lembra você. Você esteve aqui. Ontem, recorri à minha boneca de pano. Eu a abracei, e deixei que minhas lágrimas a molhassem. Mas aos poucos, eu vou criando coragem, levantando, lavando o rosto. Aos poucos eu deixo que eu me enxugue como uma esponja e jogue tudo de ruim no lixo, e assim, vou me recompondo. Amanhã, estarei nova e pronta para outra. Hoje eu sou a estrela, e você não olha mais para o céu.
20 novembro, 2010
DESPEDIDA.
Certo dia, resolvemos nos inscrever em um curso profissionalizante. Por diferentes motivos, com diferentes expectativas. Todas nós, simplesmente nos inscrevemos. Acredita em destino ou coincidência? Seja como for, hoje, estamos todas aqui. Passaram-se 40 dias desde o nosso primeiro contato. Desde a nossa primeira aula. Tivemos algum tempo para nos conhecermos melhor, mas, diga-se de passagem, em uma semana parecíamos amigas de infância. Tantas histórias, tantos momentos, tantas risadas, tantas conversas... Cada uma de nós chegou aqui com uma perspectiva, e hoje, está saindo com outra. Foram dias corridos para chegarmos no horário marcado, mas sempre estávamos aqui. Pode parecer exagero, mas quando se constrói uma grande amizade desta forma, fica difícil dizer adeus. Combinaremos de nos encontrar fora daqui, trocaremos telefones e emails. Cada palavra de vocês ficou marcada. Cada abraço apertado, e o ‘até amanhã’ também ficaram. Particularmente, era a melhor parte do meu dia saber que estaríamos juntas no dia seguinte. Alguns amores podem desaparecer com uma estação, mas algumas amizades duram o ano inteiro. Um dia, nossos filhos verão as nossas fotos, tiradas ao longo da amizade construída fora daqui, e perguntarão: quem são essas pessoas? E diremos: estes são os meus amigos. Os quais dividiram cada momento importante da minha vida, e cada pedacinho de mim. E a saudade bate a nossa porta novamente. Por isso, peço a vocês. Cante, grite, dance, VIVA. Pois a vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. E seja feliz acima de tudo, antes que a cortina se feche, e a peça termine sem aplausos. Obrigada por estarem aqui, na hora certa e no curso certo. Obrigada por serem VOCÊS. Parabéns a todas nós.
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11 novembro, 2010
SAUDADE
Sempre pensei que a dor fosse uma só. Cortar o dedo dói, água quente dói cair de bicicleta dói. Ralar o joelho ou tomar vacina também dói. São dores de graus diferentes, porém não deixam de doer. Dois ou três dias, e isso já passou. Como dizia a frase do tempo de minha avó: o tempo cura todas as feridas. Tecnicamente sim; Depois de tantos abalos e dias nostálgicos, me peguei revirando fotos velhas, digo velhas mesmo, numa noite de domingo. Desliguei-me daquele mundo e voltei alguns anos. Primeiro, as fotos do ensino médio. Depois, o fundamental. Logo apareceram as do jardim e as da época em que eu ainda era carregada no colo pela minha mãe. De pouco em pouco, alguma coisa lá dentro, foi se estreitando, e apertando forte. Foi aí que eu entendi. Não me importa se está ardendo meu machucado na pele. Depois que o mertiolate parou de arder, isso nem é tão significante. O que dói mesmo é o coração que transborda saudade. Seja ela do último final de semana, ou do último sorriso banguelo de seus avós. Aprendi em meio isso tudo, que eu poderia matar a saudade, ou parte dela, com apenas um telefonema. Meu celular parecia piscar relutantemente pra mim; muito embora, eu não tenha o código de área de quem já partiu desta para melhor. Vou ter que me contentar com esse fato e esperar, até que a ligação fique mais acessível, e eu os possa encontrar lá, visitá-los, quem sabe. Talvez, eu pudesse cessar alguma saudade com um abraço também, mas se este fosse temporário, logo viria à despedida. Com o tempo, temos que nos conformar, muito embora moremos no mesmo país, milhas e milhas nos separam daqueles que mais amamos. Por isso, não deixe nada para amanhã, porque este, pode nunca chegar. O aperto no coração vai continuar, e se eu pudesse voltar no tempo, voltaria. Não pense que era para concertar algum erro, mas sim, para viver ainda mais intensamente cada segundo ou milésimo de segundo, ao lado das pessoas que mais amo desde o meu primeiro choro no hospital. O tempo passou, e o que me restou, foi apenas, saudade. Uma palavra escrita, somente.
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