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Caiçara que não gosta de peixe, geminiana de fato; já foi meio loira, meio morena, meio ruiva, meio rouxinol. Está nos seus dezesseis e poucos anos, quer ser correspondente internacional e ama de paixão yakissoba.

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Indico: Depois dos quinze
O mundo sob o meu olhar



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Modificações:Larissa Bés


curiosos

Deus para a felicidade do homem, inventou a fé e o amor. Aí veio o diabo com sua inveja e fez o homem confundir fé com religião e amor com casamento.



Enquanto meus braços não são capazes de te alcançar contento-me com a certeza de que estamos sob o mesmo céu, e com a chance de estares olhando para a mesma estrela que eu. Vou fingir que estou beijando seus lábios e esperar que meus sonhos se tornem realidade. Eu sou um aeroporto. Chegadas e partidas são a única certeza na minha vida.

06 novembro, 2010
SE UM DIA EU NÃO TE QUERER MAIS.

Querendo ou não eu sabia que esse dia ia chegar.
Depois da decepção do Papai Noel, e do conto de fadas malfeito da vida real, tinha uma parte de mim – e eu não sabia o poder dessa parte – que acreditava que o meu primeiro não seria o único amor. Quantos fins de semana não passamos juntos, fazendo planos pós. Pós faculdade, pós casamento, pós filhos...
Mas um dia, eu acordei sem vontade dos “pós”. Me diz então, o que aconteceu?
Perdi explicações nas aulas, escrevi seu nome inúmeras vezes na última folha do caderno, seguido de coraçõezinhos. Ontem eu correspondia ao seu olhar, hoje você se declara e isso já virou normal, hora ou outra eu do risada, sabe, pra não pegar mal. Eu já nem te escuto mais.
Eu gostava do nó na garganta que eu sentia, do frio na barriga, da insegurança de você gostar ou não do meu perfume novo.
As datas, antes importantes, deixaram de existir por agora. Tornaram-se apenas rabiscos da contagem regressiva para as férias.
O domingo, antes curto, agora parece muito mais longo com você, e a nostalgia volta a atacar. Me diz então o que aconteceu? Cada minuto só me prova que acabou.
Passei a te chamar pelo nome de batismo, e o ‘mor’ deixei pra trás, junto com outros carinhos antigos. Você acha que eu ainda gosto de você, mas a minha última palavra no telefone é apenas “tchau”, porque já faz tempo que eu enterrei o “eu te amo”.


Desculpa, cansei de você.
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